Sêmen – Segunda Parte – Cap. VII

Publicado: julho 24, 2011 em Mini-saga Sêmen, Sêmen - arco Solidão

Sêmen – Segunda parte – Solidão

VII

Massa coletiva não pensa por ela própria, caríssimo algoz. Vaga devotada. Cortes, costuras, cabelos semelhantes aos plácidos sorrisos que guiam quase todos. Uma prova de atenção é a conversa familiar diante da noite: silêncio incômodo invejando a vida fictícia de outros, olhos presos na luz da telinha por anos e anos e ânus. O que zomba do lado de fora da janela é o louco, o trôpego que olha acima das nuvens para se deliciar com a calcinha que já desce os joelhos da musa. Sujeito esmaecido de afeto adoecido é o caminhar a invadir neuras e consultórios nossos.

Há algo putrefato nas mãos das populações, e é mais que uma canção tola.  O que seria? A solidão conjunta?

Estar só não é amortecer-se diante dos vindouros dias. Reis, musas, loucos, ovelhas humanas, creiam, a solidão perfaz o Criador ao procurar-se em todos nós.  O que gira nas origens, no sêmen, nas guerras, no isolamento sexual? O que teu olhar percebe? O artefato criado para angariar votos, fãs, rebanhos: Solidão.

Por Eliéser Baco

Na inquietação de uma alma lacerada pela Solidão, esta donzela sagaz e amoral, a alma de um povo, a alma feminina. Neste pântano de nebulosidades, onde se enxerga o menos possível, pela saúde mental, pelo desejo sexual, pelas entranhas imortais de um sedutor de mentes e massas. Subjugando povos e indivíduos, buscar-se-á tão somente dominação, status quo mantido. O Homem foi feito para escravizar, embora seja escravo de si mesmo, do tempo, da solidão, das lutas diárias e insípidas por alimentação de um ego esgarçado e corrompido. O Homem foge da solidão sem se dar conta de sua importância e sua força. É na solidão que ele cresce e se percebe como vivente, como algo além de carne, ossos e sangue. Algo dotado de mente, consciência, sonhos e tolos devaneios. São essas tolices que o permitem perfazer o caminho rumo ao Infinito, sem os distúrbios inerentes à vida social dopada dos tempos modernos. Homens e mulheres, unidos pela ausência de suas vidas místicas. Mulheres, gloriosas, o caminho aberto rumo à Nova Terra…

Por Fabiano de Queiroz

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