Sêmen – Segunda Parte – Cap. VI

Publicado: julho 8, 2011 em Mini-saga Sêmen, Sêmen - arco Solidão

Sêmen – Segunda parte – Solidão

VI

Ilumina meu semblante essa brancura mecânica. Do meu olhar a luz que existe é rala. De tudo que posso legitimar a fábula se cala, defronte meus passos sem candura orgânica. Emoção daquele a esperar alguém? Que se aflige nas contemporâneas mazelas? Que aguarda retorno daquela donzela tal “escolhida”? Nada!; tampouco ódio por corrupção ou a solidão acolhida. Metas sem rima, lógica sem estima. No auge da inocência alheia lastimo toda putice subjetiva.

Tradições e superstições são remelas. Ilustro, esclareço que não sou tutelado ao pensar mediano, rasteiro. Ação acima do que seus olhos emocionados rimam. Beba da iguaria, mero ser em patifaria.

Onde está teu mensageiro confidente parco Rei? Currando a Rainha na abadia? Todos os poemas são nulos, vagos, meus bagos são melhores ainda que sujos ou suados. Das canções escritas jogo n’água; moldura da pequena orgia é exemplo da pior selvageria. Sim! Os críticos da arte são assexuados, é de guerra e fome que se faz politicamente o nome. (O Rei acorda estapeado, encara o semblante do algoz)

Por Eliéser Baco

E assim, caminha o mensageiro, distante, enveredando em novas rimas, não mais se sujeitando à Realeza. Busca seu eu, tenta entender seu papel e sua luta. Por que lutas? Não poderia, então, buscar a paz dentro de si? A luta que só faz sentido quando se luta pelo descobrimento do “eu”. Envoltos em estrelas, galáxias e escuridão. Não se enxerga um palmo adiante da mente. Da mente que nos mostra um universo muito diferente e inferior àquele real, o desconhecido absoluto. Desconhece, o mensageiro, as fronteiras, o início, o nosso papel, tão ínfimos que somos. Sozinhos? Não sabemos. Superiores? Queremos crer. Duvidamos. Há muito mais, muito além. De guerras e derrotas agoniza a humanidade. De Reis porcos e mensageiros torpes vive a elite deslumbrada. Logo abaixo, as ovelhas, esperando os segundos, os minutos, os dias. Sem pensar no sentido. Se há lógica em toda criação. Se a sincronia que percebemos é real ou criação de nossa mente, tal como é a fé. A fé cega, fé em Deus, fé na ciência, fé em líderes rapaces.

Por Fabiano de Queiroz

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