Sêmen – Segunda Parte – Cap. II

Publicado: junho 8, 2011 em Mini-saga Sêmen, Sêmen - arco Solidão

Sêmen – Segunda parte – Solidão

II

Dos aspectos relevantes das buscas impostas socialmente, quis me livrar de todos. Tudo e todos; ainda que quisesse me assombrar apenas com meu olhar e pensamentos, a mulher era necessária, cúmplice que não se pode esquecer. Cinco anos da escolhida solidão contemporânea. Ainda que cartas e beijos precisassem ser trocados.

A pensar na força do argumento que vive tão forte hoje, e que mantém o foco de não compartilharmos mais do que linhas, febre e orgasmos esparsos. Receios de quem já cheirou um pão amassado por algum ser deveras estranho, que se aproveitou de alguma ternura existente para transpassar a lança quase fatídica.

E a mulher que deveria zelar por sua própria força, se entrega ao ouro dos outros, tão somente pelo ouro e garantias de algo ameno, sombra do seu olhar de vida. Seria a desforra por séculos de submissão tal atitude da mulher?  Se tivessem escrito que não foi expulsa do tal paraíso, que ela acolheria o sêmen e transformaria tudo em poemas e vida, teria sido melhor?

Por Eliéser Baco

Se é vingança, se é força, se é revolução. Pouco importa. A vida é cíclica (cítrica?), temos fases e momentos históricos. A mulher ainda não é tão poderosa quanto o homem, seu maior algoz, mas vivemos uma era ágil, veloz, atroz, de lutas, guerras e violência midiática extrema, de informação e contra-informação, deformação e doce formação.

Esse contexto social do presente momento, do poder das tecnologias de comunicação, transforma as relações sociais, tornando-as tanto mais frívolas quanto mais dispersas, ao tempo em que nos conhecemos mais e mais. É essa ciranda mágica da comunicação instantânea que fortalece movimentos os mais diversos, e a segregação é contida pela virulência de filosofias diversas. Direitos. Humanos.

Esta é a mulher do Terceiro Milênio, moldada desde o final do século passado. Mais forte, mais informada, mais poderosa. E muito mais confiante. É essa confiança que aflige e desespera o sexo masculino, fragilizado em sua essência. Na solidão de seu mundo interno, o homem não se faz presente e reage com violência e falta de inteligência.

Por Fabiano de Queiroz

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comentários
  1. Nina Blue disse:

    Afinal, o que esperam os homens?
    (ops, esqueci o “s” no comentário do Cap. I, sorry)

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